Procure alguma coisa, mas não garanto que vá achar...

15 de mai de 2015

Tirando o Pó dos Dados

Acho que já é a segunda vez que eu tento voltar a escrever no blog. Da primeira tentei mudar o foco, escrever filmes e cosias assim, deu certo por um tempo, mas a motivação pra escrever foi indo embora de novo.
Depois eu até voltei a jogar Rpg(1 sessão de AD&D com certas ressalvas) e isso me animou a escrever cosias rpgisticas. No entanto o fato do grupo não ter levado a campanha pra frente matou minha animação de novo e voltei a estagnar.
Agora, mais uma vez, uma sessão de D&D com a galera e eu fico com tesão por teclado de novo.
Revi minhas house rules, escrevi umas novas, pus no papel um monte de fluff pro meu cenário e finalmente comecei a povoar a versão X.Y da minha megadungeon(ela já teve tantas versões que eu nem sei mais se é 2.0, 1.5, 3.4, 5.raiz de Pi...)
E com essa empolgação vem a vontade de escrever no blog, compartilhar minhas experiências, minhas histórias, minhas regras, o crunch, o fluff, a parada toda.
Mas ao mesmo tempo vem a duvida, será que a coisa vai pra frente? Vamos torcer que sim.


Enfim, pra começar vou contar sobre algumas coisas que rolaram nessa sessão.
A preparação começou uma semana antes, quando meus amigos vieram a mim, procurando alguém pra mestrar D&D. Mal sabiam o lhes esperava!
Quando o sábado finalmente chegou eu peguei meus livros, minhas anotações, dados e até as miniaturas, e parti para a casa do anfitrião da nossa aventura.
Nem todo mundo tinha chegado mas decidimos começar a criar os personagens. A parte mais demorada e cansativa.
Eu decidi testar uma coisa nova: rolar 3d6 para os atributos, EM ORDEM! Isso mesmo, sem frescura pra eles.
Aqui é importante fazer um adendo, o grupo é um misto de NooBs completos, alguns jogadores com um pouco de experiência e dois que até já jogaram comigo. Então resolvi dar uma colher de chá: eles tinham de rolar 3d6, mas podiam escolher a ordem para distribui-los.
Ainda sim os resultados foram fantásticos: o primeiro a jogar já teve um 4 e um 17! Abrangendo todo o espectro de possibilidades. Outro membro do nosso grupo teve a façanha de conseguir DOIS QUATROS, mas nada supera o ladino do grupo, que conseguiu um os melhores atributos(o menor foi um sete), inclusive um 18 na última jogada.
Eu gostei bastante desse método para rolar os atributos. Não é tão cruel quanto 3d6 em ordem, mas torna as rolagens mais emocionantes, porque a possibilidade de acabar com uma pontuação baixa num atributo é muito maior do que rolando 4d6 e tirando o menor. E fico feliz em dizer que o Mimimi foi praticamente inexistente, pelo menos nesse quesito.
Outro comentário na questão dos atributos: eu decidi não usar os modificadores do D&D da Grow, nem do AD&D 2ª Edição. Em vez disso eu fiz minhas próprias tabelas, baseadas mais no Original D&D e nos livros do chamado Basic D&D(Holmes, Mentzer, etc), usando uma ou outra coisa do AD&D(como a porcentagem para sobreviver a teleportes e ressurreições baseadas na constituição).
Ainda no tópico de House Rules: eu criei regras para movimento e carga do zero, já que todos os sistemas de carga que já vi no D&;D até hoje são bem obtusos, não que o meu tenha ficado melhor(mais sobre isso depois).

"Bora mestrar!!"

Agora, vou fazer um breve resumo dos personagens que formaram o grupo nessa primeira sessão:
Começamos com Taqef, um Guerreiro Humano Leal e Bom. Inicialmente o jogador queria fazer um paladino, mas digamos que a rolagem dos atributos não contribuiu. Só para vocês terem uma ideia os atributos dele são: Força 10, Destreza 17, Inteligência 6, Sabedoria 4, Constituição 14, Carisma 9.
Enfim, pode-se perceber que ele até tinha um 17 para por em carisma e ser um paladino, mas acabou por fazer a escolha prudente de deixar esse número alto em destreza, garantindo um bom bônus na Classe de Armadura.

A seguir temos Dragsa, uma Magic User Meio-Elfa Neutra e Má. Sim, neutra e Má... Eu tive alguns problemas com isso, mas acabei deixando, só pra ver no que dá quando os interesses dessa personagem ficarem contra os interesses do resto do grupo... Os atributos aqui ficaram mais bem distribuídos, com nada menor do que 9 e nada maior do que 13.

Hank, outro Meio-Elfo, dessa vez um Druida Neutro e Bom. Esse foi o "sortudo" que teve dois Quatros e um Cinco. Devidamente alocados em Força, Destreza e Inteligência. Mas com 13 de Sabedoria e Constituição e 15 de Carisma e eu acho que ele consegue compensar pelos outros atributos baixos.

Aqui é um bom ponto para comentar outra House Rule que eu estou usando, retirada de um retro-clone de OD&D chamado Seven Voyages of Zylarthen. Essa regra é sobre o atributo da Inteligência e diz que ele não representa os conhecimentos do personagens, e sim seu nível de erudição: livros lidos, línguas conhecidas, etc. Os conhecimentos do personagem são os conhecimentos do jogador.
Embora isso possa parecer ir contra alguns dos princípios básicos do Roleplay, eu diria que vejo um uso bem prático e excelente para essa regra: impedir jogadores de fazerem um teste de inteligência para ver se o personagem dele sabe de uma coisa que ele não sabe. Como, por exemplo, a maneira correta de matar um troll ou um cubo gelatinoso, ou outro monstro imune a alguma forma de dano.


Continuando com os personagens temos Nanã(eta nome tosco, mas, tudo bem...). Outra Magic-User, dessa vez Elfa e Neutra. Nada de especial aqui, além de um 17, colocado em destreza para garantir uma classe de armadura melhor. Vale a pena observar que essa personagem teve uma das melhores rolagens de atributos, com apenas um 4 e todos outros acima de 9.

Temos também o "Homem Sem Nome", um ladino meio-elfo(estão percebendo um padrão?)ainda anônimo. O jogador não conseguiu bolar um nome para ele e eu incentivei a continuar sem mesmo, para criar uma figura meio mítica estilo Clint Eastwood mesmo. Esse foi o sortudo que teve um 18(e nenhum 4, o menor atributo foi um 7).
O grupo teve ainda mais uma adição posterior, um clérigo elfo de nível 6. Basicamente um NPC entregue a um jogador que apareceu de última hora. E acabou sendo bem útil para o grupo, diga-se de passagem.

Acho que vocês já devem ter notado uma coisa, mas eu vou comentar mesmo assim: o grupo só tem UM humano! E todos os outros são Elfos ou Meio-Elfos. Eu nem comentei nada. Por mim eu teria pelo menos um anão no grupo, ou quem sabe um halfling... Mas se os jogadores são contra a diversidade racial, quem sou eu pra reclamar?
Só tenham certeza que eu vou arranjar um jeito de virar isso contra eles...

Imagine um grupo inteiro assim...

Bem, acho que por enquanto vou encerrar aqui.
Uma nova sessão já foi marcada para amanhã, então vou deixar os detalhes da aventura para uma postagem futura, com a possibilidade de eu já colocar tudo num post só.




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